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Stana Katic Brasil

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OK! Magazine Bulgária: Lições de sobrevivência de Stana Katic

Você a conhece pelo seu papel em "Castle," mas Stana Katic está prestes a estourar estrelando sua nova série criminal. "Absentia" conta a história de uma agente do FBI que desaparece enquanto investigava um dos maiores assassinos em série de Boston. Seis anos depois, Emily Byrne é encontrada e descobre que o mundo que deixou para trás não é mais o mesmo. Seu marido seguiu em frente, seu filho - com 3 anos na época do seu desaparecimento - não a reconhece e seu irmão e seu pai têm dificuldades em lidar com seu retorno.

"Absentia" foi gravada na Bulgária, uma produção original da Sony Piustures Entertainment feita especialmente para o AXN, que estreou no país em 27 de setembro e terá novos episódios toda quarta-feira. Nascida no Canadá e criada nos EUA, a atriz tem raízes servo-croatas, o que a deixou ainda mais confortável gravando nessa parte do mundo - apesar do frio intenso do inverno. Conheça mais sobre a atriz nessa entrevista para a OK!.

Conte um pouco sobre "Absentia".
Interpreto Emily Byrne. Ela foi sequestrada 6 anos antes do começo da história da série e todos achavam que ela estava morta. Ela era uma agente do FBI, casada, mãe de um menininho. No começo da história, ela aparece ainda viva e o homem que todos acham ser seu assassino ajuda seu marido a encontrá-la.

Como você se envolveu com esse projeto?
Li o roteiro dos 4 primeiros episódios, e o que achei mais interessante foi a história de sobrevivência, pois tenho uma enorme curiosidade sobre histórias que envolvam essa temática. Li muitos livros sobre pessoas que passaram por situações inacreditáveis, como a II Guerra Mundial, o Holocausto, e outros eventos extremamente traumáticos e destrutivos, mas que eventualmente sobreviveram e seguiram em frente. Então, lendo os roteiros, me atraiu o fato de que eu teria a oportunidade de interpretar uma mulher contemporânea, que é uma incrível profissional, mãe e esposa, mas também uma heroína e lutadora. O mais importante, para mim, foi explorar e entender o que faz alguém superar o inimaginável. Como não só sobreviver em circunstâncias extremas, mas também sair delas mais forte e sábia?

Fale sobre sua personagem.
Emily Byrne sabe como sobreviver. Ela reaparece em um mundo que seguiu em frente sem ela - seu marido casou novamente, seu filho chama outra mulher de "mãe," seu pai está doente, seu irmão luta contra o alcoolismo. Mas quaisquer que sejam os problemas que eles tenham, eles contratam um lugar confortável para si mesmos, no qual Emily não se encaixa. Quando seus entes queridos aceitam sua morte e seguem em frente, ela reaparece do nada e precisa encontrar novamente seu lugar num mundo que se transformou e que funciona bem sem ela.

Quais os principais temas de "Absentia," para você?
Para mim, o principal tema da série é água. Água é um símbolo lindo, que nos ajuda a retratar coisas importantes sobre a história e minha personagem, especificamente. Água a leva ao fundo do seu subconsciente, a ajudando a recuperar sua memória e a lembrar de como ela sobreviveu. Água também é ligada a emoções e reencarnação, pois Emily Byrne é como uma fênix - até seu nome remete a isso [NT: Byrne soa como "burn," que significa "queimar"]. No meio da série, ela renasce de um jeito incrível.

Quais os temas universais com os quais você acha que a audiência internacional irá se identificar?
A série dá muito foco à dinâmica de relacionamentos familiares. Vemos relacionamentos entre irmão e irmã, pai e filha, mãe e filho, ex-esposos, atuais esposos. Todos esses relacionamentos criam conflitos em algum momento. Acho que não há ninguém no mundo que não se identifique com tópicos de família e relacionamentos. Nós levantamos questões sobre valores familiares, lealdade e sobrevivência, sobre encontrar sua força interior para ajudar quem você ama apesar das circunstâncias incomuns que, para alguns, podem ser devastadoras. Acho muito interessante o quanto as pessoas são fortes e o quanto elas podem aguentar até que encontrem a cura para suas feridas mais profundas.

O que você achou de filmar a série na Bulgária?
Era lindo no meio do inverno, apesar de que para boa parte da equipe (que vinha de climas mais amenos) isso tenha sido mais difícil. Mas o que mais me impressionou foi o trabalho da equipe búlgara. Eram profissionais incríveis com muita experiência. Na verdade, algumas dessas pessoas estão por trás de alguns dos filmes mais populares dos últimos 10-15 anos. Foi impressionante ver essa máquina bem calibrada na qual todo mundo se conhece, o que dá a sensação de que você está entrando em uma família que te recebe de braços abertos. Eu amei! Para mim, filmar na Bulgária foi uma experiência muito agradável.

E como foi trabalhar com Oded Ruskin?
Oded, Nadav [Hekselman, cinematógrafo], os atores, a equipe - todo mundo chegava ao set com uma energia incrível, com vontade de fazer o melhor nesse difícil projeto. Digo que foi difícil porque a série foi filmada como um filme, com todos os 10 episódios sendo gravados ao mesmo tempo, para aproveitar ao máximo as locações no período de 3 meses e meio que tínhamos, no meio do inverno. Mas todos fizeram o seu melhor.

É difícil filmar 10 episódios de uma só vez?
Desde o começo das gravações, tínhamos os roteiros dos 10 episódios, o que significa que tínhamos o luxo de saber desde o começo o rumo da história, o que permitiu que interpretássemos as personagens com a maior confiança o possível. Tradicionalmente, não há começo, meio e fim quando se faz televisão. Geralmente, filma-se um episódio por vez, mas dessa vez, fizemos como se fosse um filme.

Qual a sua cena favorita?
Há uma cena em que Emily foge e mergulha em um lago para se salvar. Estava muito frio e os produtores e a equipe estavam preocupados, apesar de todas as precauções tomadas - eu tinha um traje de neoprene por baixo da roupa e tudo o mais, mas eles estavam preocupados com o frio e porque ninguém sabia o que poderia acontecer. Tudo correu bem, a cena saiu perfeita, e o que eu vi nela e que me fez amá-la é que a cena é uma linda visualização da minha personagem. Na cena, ela mergulha de cabeça em algo extremamente hostil e desconhecido, e depois sai desse lugar muito fundo e perigoso. Com essa cena, você entende que ela nunca irá desistir e seguirá sempre em frente, não importa o que seja preciso para que ela volte à luz na superfície e encha seus pulmões de ar novamente. É uma linda visualização da essência de Emily Byrne.

Do que você mais gosta em "Absentia"?
No geral, da interessante dinâmica familiar. Todos os relacionamentos familiares são complexos, mas esses são um pouco mais complicados por motivos óbvios, o que é interessante do ponto de vista da atuação. Gosto da ideia de conseguir sobreviver, de passar por circunstâncias incomuns, de superar dificuldades. Outra coisa que gosto muito na história é que a protagonista é uma mulher que também é uma mãe. Acho que não há muitas histórias nas quais uma mãe também é a heroína, mas de um modo muito ousado, confiável e humano.

 
Agradecimentos à @BobbiGeraskov pelos scans!

Stana Katic na OK! Magazine Romênia: “Todos os meus colegas na série são incríveis!”

Se você gostou das séries "Blindspot" e "Dexter," ou mesmo "How To Get Away With Murder," você vai adorar o novo suspense da TV "Absentia," exibido na Romênia pela AXN todas as segundas-feiras às 22h. A história dos 10 episódios desta temporada pode parecer familiar para você: a personagem principal, a agente do FBI Emily Byrne, desaparece enquanto investigava o caso de um assassino em série, é declarada morta, mas após seis anos de sumiço ela é encontrada viva em uma cabana abandonada. Quando volta pra casa, ela descobre que seu mundo está de ponta cabeça: seu marido casou-se novamente, seu filho já não a reconhece e, além de tudo isso, Emily não consegue se lembrar do que aconteceu com ela durante o período em que esteve sequestrada.

Stana Katic (39 anos), a heroína da série original da Sony Pictures Television, você conhece pelo papel na série da ABC "Castle," onde ela interpretou a detetive Kate Beckett. A atriz canadense-americana, com pais sérvios da Croácia, que também é produtora executiva de "Absentia," é considerada uma das presenças femininas mais agradáveis ​​da telinha, sendo incluída pelos leitores da CNN dentre as personagens femininas da TV mais inspiradoras.

No elenco, também vemos os atores Patrick Heusinger (agente especial Nick Durand e o marido de Emily), Neil Jackson, Angel Bonanni, Cara Theobold e Ralph Ineson.

A OK! Magazine da Romênia teve a oportunidade de conversar com Stana durante as gravações da série, nos arredores de Sofia (Bulgária).

Stana, o que há de tão especial sobre a história da série "Absentia"?
Emily Byrne é uma agente do FBI que foi sequestrada seis anos antes da nossa história começar. Todo mundo acreditava que ela estava morta, mas a história começa com sua volta dos mortos. Descobrimos que ela foi torturada enquanto estava sequestrada. Uma vez que ela fica livre, ela descobre que seu mundo mudou. Seu marido se casou novamente, seu bebê cresceu e chama outra mulher de "mãe", e é assim que a ação começa no primeiro episódio. É como um filme independente para televisão, e os filmes independentes têm alguns dos temas mais emocionantes a contar. E eu, como produtora executiva, tive mais cuidado com os detalhes das gravações do que se eu estivesse apenas atuando.

Como você conseguiu entrar na pele de uma mulher que foi mantida em cativeiro por tantos anos?
Emily é uma sobrevivente porque passou por uma coisa tão monumental, e ser capaz de superar isso é extraordinário. Gosto que minha personagem seja uma lutadora. Não sei se você já ouviu falar dos casos reais de jovens mulheres seqüestradas e mantidas em cativeiro por dez anos ou mais. Falei com pessoas que estavam familiarizadas com esses casos, eu li o máximo que pude sobre isso, para dar à minha personagem o máximo de credibilidade o possível. É interessante que a série foi filmada nos Balcãs, uma área que conhece muito bem a idéia de sobreviver a aspectos extremos. Eu pisei em um território que viu uma história tão tumultuada. É uma energia que me ajudou no processo de lapidar a personagem.

O que você mais gosta em sua personagem?
Aquilo mesmo: gosto de pessoas que lutam pela sobrevivência. É interessante observar um lutador, alguém que não desiste. Eu não queria interpretar uma personagem que se limita a ser uma vítima. Isso é algo que pode ser encontrado em muitas personagens mãe-esposa. Emily, é mãe, esposa, mas também é uma lutadora. Por conta disso, todos os dias eu volto das filmagens para o hotel com novas contusões. E eu não tenho unhas longas por um bom motivo. É um papel muito ativo. Quanto às roupas usadas pela minha personagem, elas são práticas, mas na moda. Talvez na próxima temporada isso evolua, quem sabe.

O elenco da série parece bastante heterogêneo, com atores de diferentes países e com diferentes experiências de TV. O que acha disso?
O que é mais interessante sobre essa série é que eu trabalho com um grupo de atores que está muito envolvido, que apresenta idéias extraordinárias, dá tudo de si, são incríveis. Só o que eles querem fazer é agregar valor ao roteiro e à história. Além disso, sentimos que estamos filmando um longa. Os episódios nem foram filmados na ordem. Nesse momento, estamos filmando cenas de 5 episódios diferentes. Queríamos aproveitar a localização na Bulgária. É um pouco incomum. É como fazer um filme.

Como é, para você, fazer parte deste mundo brilhante de Hollywood, viver em Lalaland?
É bastante normal. Temos muitos restaurantes veganos, tentamos andar em carros ecológicos. Tirando isso, não é fora do comum esbarrar em celebridades em um restaurante. Mas para nós, que trabalhamos na mesma indústria, isso não tem muita importância. Você está apenas conhecendo mais uma pessoa. Isso não significa que eu não ficaria empolgada se encontrasse, por acaso, com Daniel Day-Lewis. Mas é só porque admiro muito o seu trabalho. Há uma versão bastante normal de Hollywood. Existem escolas, as pessoas vão às reuniões, ao trabalho, todos os dias. Só porque trabalhamos no mundo do cinema não significa que seja um mundo tão brilhante como parece à distância.

ELLE España entrevista Stana Katic

Nós a conhecemos como a intrépida detetive Kate Beckett em "Castle" e, desde segunda-feira, é Emily Byrne, a protagonista de "Absentia," nova série de AXN da qual ela também é produtora. Sem abandonar personagens de ação, ela dá vida a uma agente do FBI que desaparece enquanto caçava um assassino em série e que é dada como morta.

A intriga começa quando, passados seis anos, ela é encontrada em cativeiro e não lembra de nada do que aconteceu. A tudo isso, acrescente seu marido casando-se com outro e sentindo-se culpado de por isso e por não ter procurado o suficiente por ela. Todos estes são ingredientes suficientes para chamar nossa atenção e nos levar a fazer algumas perguntas para Stana Katic.

Sua personagem é dada como morta e, quando ela reaparece, o marido dela seguiu com a vida com outra mulher e seu filho não a conhece. Como você lidaria com essa situação na vida real?
Hah! Nem idéia. Felizmente, meu parceiro e eu temos que enfrentar decisões muito mais simples... Como o que vamos tomar no café da manhã.

Nesta série, além de ser atriz, você é produtora. Você sente vontade de dirigir no futuro?
Claro! Eu adoraria dirigir uma história pela qual eu me apaixonasse.

Em um dos seus papéis mais populares na série "Castle," você deu vida a uma detetive. Agora, você interpreta uma agente do FBI. Quais as diferenças e semelhanças entre essas duas personagens?
"Absent" é um thriller. "Castle" foi uma série policial procedural que misturava romance, comédia e drama.

Considerando sua predileção por esses tipos de papéis, ser policial é sua profissão frustrada?
Respeito profundamente as pessoas que escolhem prestar esse serviço para suas comunidades e todo o mundo e, embora seja divertido interpretar heróis de ação, isso não chega nem perto da quantidade de caráter, força e altruísmo que os verdadeiros heróis têm.

Gostaria de interpretar alguma personagem histórica?
Claro. Rápido! Onde está meu espartilho?

Como é dar vida a duas mulheres que trabalham em um mundo dominado por homens?
Normal. Isso reflete nosso mundo atual. As barreiras de gênero, raça e religião às oportunidades de emprego estão se tornando cada vez mais arcaicas. Ou seja, pelo menos espero que a gente esteja se movendo em direção a um mundo que emprega as pessoas por suas habilidades e talentos, e não pela cor da pele ou por qual banheiro que elas usam.

No tapete vermelho, você se sente mais confortável com um visual romântico e feminino ou um estilo mais masculino?
Estou em desvantagem respondendo a esta pergunta porque cresci em uma casa onde meu pai nos encorajou a conversar em jantares sobre matemática, ciência, história, política e tópicos assim. Meu pai dava o mesmo valor à minha opinião quanto à dos meus irmãos. Então, minha perspectiva sobre carreira, estilo e lazer não é tão codificada... Eu simplesmente escolho o que é confortável e que me inspira naquele momento.

 
Confiram as fotos que acompanhavam a matéria na galeria:

Sessões de fotos > 2017 > #01 - Nino Muñoz

Stana Katic fala sobre “Absentia” e “Castle” ao Na Ekranie

[NT: Entrevista traduzida do húngaro. Tentei ao máximo ser fiel ao que foi dito, mas é possível que algumas coisas tenham se perdido na tradução inglês > húngaro > português.]

Por oito anos, ela interpretou uma persistente detetive ao lado de Nathan Fillion, e agora ela volta à televisão em uma produção mais sombria - "Absentia". Nós encontramos Stana Katic e falamos sobre o trabalho no set e o que realmente aconteceu no episódio final de "Castle".

O AXN estreou uma nova série com você no papel principal. Você pode, brevemente, apresentar sua nova personagem e contar o que acontece nessa produção?
Interpreto Emily Byrne, uma agente do FBI que foi sequestrada e declarada morta. Claro que isso aconteceu antes do início da ação de nossa série. No primeiro episódio, Emily é encontrada. Ela foi mantida contra sua vontade e torturada por seis anos. Agora ela é liberada e encontra uma nova realidade: seu marido tem uma nova esposa, e seu filho tem uma nova mulher em sua vida a quem chama de "mãe". Seu pai, por sua vez, ficou muito doente.

Emily é uma mulher durona ou ela está mentalmente quebrada?
Ela, definitivamente, é como uma madeira de lei que pode sobreviver sob as condições mais adversas. Claro, o que mudou em seu mundo, mudou muito, seja para o melhor ou pior - os espectadores terão que avaliar. Eu sei que você logo irá perguntar se ela é como Kate Beckett de "Castle". A resposta é não. Emily é mais real. Ela vive problemas reais que pessoas comuns enfrentam todos os dias. Quando ignoramos a questão do seqüestro, me parece que os espectadores poderão se identificar facilmente com ela. Kate vivia em um mundo imaginário. Os problemas dela não eram reais. "Castle" era uma típica série de entretenimento onde tínhamos um caso a cada episódio. Os problemas dos protagonistas eram só para o entretenimento.

Você disse que você levou muito a sério este projeto.
Sim, porque por baixo de tudo, tentamos mostrar coisas importantes. Eu li muito sobre o comportamento de mulheres que foram mantidas contra a vontade delas por um longo período de tempo, tipo por uma década, e como isso afetou suas psiques. Eu queria reunir a maior quantidade de informações o possível sobre minha personagem para que ela fosse convincente, mas também para que o público soubesse com o que essas mulheres tinham que lidar. Eu li diários de pessoas que sobreviveram à II Guerra Mundial para entender como alguém mantém a sanidade depois de ter visto tanta crueldade por si mesmo. Pelo que essas pessoas queriam viver?

Mas você não sente que Emily é muito parecida com Kate?
No começo eu tive essa impressão, mas então comecei a notar muitas diferenças. Emily é o novo arquétipo de uma heroína feminina. Ela é mãe, esposa, mas também uma guerreira que não vai deixar nada impedir que ela alcance seu objetivo. Gostei que, embora existam muitos homens no elenco, minha personagem é a mais forte. Ela é quem dá o tom. Desta vez, Patrick Heusinger é quem está lá para adicionar a beleza (risos).

Você também enfatizou em nossa conversa que "Absentia" foi o maior desafio de atuação em sua carreira. Por quê?
Pela primeira vez, eu gravei uma série de dez episódios como se fosse um filme. Sem pausa. Eu vivi por alguns meses na Bulgária, durante um severo inverno, tendo que fingir que estava em Boston. Não foi um trabalho fácil. Antes, eu tinha um intervalo entre os episódios. Podia ir para casa, ver a família. Não havia essa possibilidade agora, assim como acontece quando se faz filmes. Você vai para um local e fica lá até terminar. Isso também foi uma vantagem, porque a Bulgária é um país muito bonito, que consegui conhecer graças a isso. Vi como é a sua cultura, experimentei a cozinha, senti como é viver a vida no cotidiano.

A série é sombria?
Ela é sombria e brutal, embora queríamos que todas as cenas de violência fossem perfeitamente justificadas para que o espectador, sentado na frente da TV, não sentisse que eram gratuitas. A violência é uma parte muito importante da nossa história, e não um entretenimento barato.

Notei que você também é a produtora da série. Você governou um pouco o elenco por isso?
Um pouco (risos). Tentei fazer com que todos tivessem as condições de trabalho mais confortáveis para que não prejudicasse a criatividade e o desempenho. Foi um grande desafio assumir a responsabilidade por isso. Mas também é uma grande alegria assistir na televisão os frutos do seu trabalho. Eu também fiz questão de contar uma história legal sobre questões importantes. Eu estava prestando atenção a mais detalhes do que quando eu era apenas uma atriz. Você provavelmente sabe como é ter algo sob seu próprio cuidado. Eu tratava a série como um filme independente criado para a televisão americana, e isso não acontece com muita frequência. Na minha opinião, o cinema independente da atualidade conta as histórias mais interessantes. O tipo que as pessoas querem ver e sentir. Este é um campo para experiências e correr alguns risco. Ninguém está ganhando um salário gordo aqui.

A questão é, o AXN também vê assim?
Eu acho que sim. Eles, afinal, assinaram um contrato conosco (risos).

Finalmente, gostaria que falasse sobre o fim de "Castle". Richard e Kate morrem ou conseguem sobreviver?
Gostaria de acreditar que essa história tenha um final feliz, que eles realmente levem uma vida feliz com filhos. No entanto, me parece que era apenas um sonho e mais o provável seja a primeira opção. No entanto, este é um daqueles fins que deixam em aberto para os fãs interpretarem e escolherem aquele que acharem melhor.

Mas se eles realmente morreram, não seria um final exatamente feliz.
A vida nem sempre é alegre como gostaríamos que fosse!

Cinemagia entrevista Stana Katic

Fortes emoções e cenas chocantes no primeiro episódio de "Absentia"

AXN apresenta a nova série original da Sony Pictures Television, "Absentia". A estreia mais importante da temporada do canal, a série de 10 episódios é, por um lado, um thriller procedural no qual vemos a caçada por um assassino que tem uma marca registrada terrível - corta as pálpebras de suas vítimas; por outro lado, é um drama familiar onde Emily Bryne, uma agente do FBI que foi mantida refém e torturada por 6 anos, tentando recuperar o amor do seu filho, que agora tem uma madrasta.

Stana Katic interpreta o papel dessa agente do FBI que desaparece ao investigar o caso do assassino em série. Emily é declarada morta, mas após seis anos desaparecida, ela é encontrada em uma cabana deserta. Quando volta para casa, todo o universo que conhecia agora tem outras coordenadas: seu marido casou-se novamente, seu filho não a reconhece mais, seu irmão tenta sobreviver. Num todo, Emily não consegue se lembrar do que aconteceu com ela, e ela cai a um redemoinho que parece não ter fim.

O Cinemagia conversou com Stana Katic ("Castle," "007: Quantum Of Solace") no Festival de Televisão de Monte Carlo, onde o primeiro episódio da série "Absentia" fez sua estreia mundial. O primeiro episódio leva o espectador através de uma enxurrada de emoções - isso porque Stana Katic nos faz simpatizar com sua personagem. Emoções fortes se alternam com sequências de tortura chocantes. Mas nada parece mais doloroso do que reunir esta agente com o filho depois de 6 anos de ausência. Uma série extremamente promissora, se você gosta de emoções na telinha. Aqui está a entrevista dada pela atriz aos leitores da Cinemagia.

O quanto você se envolveu enquanto produtora executiva da série, e como isso te ajudou e atrapalhou na construção da sua personagem?
Eu participei do desenvolvimento da história, escrevendo diálogos e na edição final. Quanto à construção da personagem, não era não era um trabalho solitário, e sim uma colaboração construtiva. Nosso diretor nos guiou através da trajetória da história, foi um processo no qual interagimos com o estúdio, com outros produtores, trabalhamos até os menores detalhes.

Quanto às flutuações de emoções contraditórias pelas quais a personagem passa, como você lidou essa carga emocional? O primeiro episódio foi um turbilhão de emoções. Conte-nos algo sobre trabalhar esse passos de evolução emocional.
Foi muito desafiador, porque filmei os 10 episódios por vez. Então todo dia eu filmava, por exemplo, uma cena no episódio 5, depois uma do episódio 7, outra do 9. Tudo em um dia. Era como se gravássemos três filmes nos 62 dias em que filmamos a primeira temporada. Em uma cena, estávamos no tanque d'água, o tanque de tortura, e a seguir, estávamos correndo pela floresta...

Por que foi feito assim?
Porque precisávamos filmar em certas locações em determinadas datas. Não poderia ser depois. Alguns locais não estavam disponíveis depois. E ainda tinha o inverno para levar em conta.

Isso tornou seu trabalho muito difícil.
Sim, a situação toda foi cansativa. Mas estávamos prontos. Eu gostei. Eu passei um ar de autenticidade à personagem. A melhor parte é que isso é empolgante.

A cena no tanque d'água como uma forma de tortura foi, suponho, a parte mais difícil.
A proximidade emocional da situação e o fato de que esta parte extrema da história precisava ser documentada, pois é algo concreto, fez com que eu precisasse relacionar isso a uma história verdadeira, para entender a sensação disso para algumas pessoas na vida real. Como a tortura afeta a psique? Houve muito diálogo com o diretor, e muita conversa com pessoas que conheciam esses aspectos. Estudamos como as pessoas sobreviveram a situações extremas: situações de guerra e outras.

A cena do tanque d'água tem alguma ligação a um perfil criminal? Ou ela foi escolhida por seu potencial visual?
O que sabemos, a princípio, sobre o assassino é que ela corta os pálpebras das vítimas, e isso é informado na história antes da cena do tanque d'água. Para os investigadores, no entanto, esse tanque d'água é a única conexão com o assassino que eles têm.

Quais características de Emily você descobriu no roteiro e gostou imediatamente, e usou para construir a personagem?
Sua capacidade de sobrevivência. A maneira como ela passou por, e superou, tudo. Essa mulher vive de tudo. E também a maternidade.
Eu falei com um sobrevivente de Auschwitz que passou pelos eventos de lá, que me contou quais as qualidades que se deve ter para sobreviver. Eu também li histórias de gente que mudou o curso da II Guerra Mundial - espiões, soldados, enfermeiras. Todos foram sobreviventes que, diante de uma situação anormal, não se deixaram abater, eles seguiram em frente se tornaram pessoas melhores.

Você mencionou maternidade como um elemento que deu à personagem o poder de sobreviver...
Eu acho que o personagem em si é uma sobrevivente. Ela tem muitos obstáculos a superar. No entanto, o sentimento de parentalidade é muito forte. Como por exemplo, o personagem em "Busca Implacável" ("Taken") que faz de tudo para salvar sua filha. Esses personagens fazem tudo para chegar a seus filhos.

O primeiro episódio aumentou suas expectativas para a série?
Sim. Mas é difícil me manter objetiva. A parte mais legal foi a reação do público. Na estréia mundial do primeiro episódio, no Festival de Televisão de Monte Carlo, vi o público suspirando em algumas cenas, e observando a forma como os personagens reagiam na tela.

Você gosta de assistir seus próprios projetos?
Aprendi a olhar para a personagem no contexto da história como um todo. E eu sei quando fiz jus à história e quando eu poderia ter feito algo melhor. Aqui, fiz meu melhor.

Boston foi filmada na Bulgária...
A cidade não é exatamente uma personagem e sim um plano de fundo, e, de certo modo, não é natural. Tudo em nossa história, de alguma forma, não é natural. Os personagens são um pouco estranhos, a história é um pouco estranha. A Bulgária tem essa beleza, devido à sua natureza ainda intocada - como quando estava no meio de um arbusto de bétulas.

Haverá uma continuação para esta temporada?
Sim, 100%. O roteirista já tem uma direção muito clara para a 2ª temporada.

El Mundo: Stana Katic, perdida mas encontrada após “Castle”

Maria Feldman poderia ser mais uma assistente de produção, com sua jaqueta e botas lamacentas, mas é a produtora de "Absentia". "A propriedade é propriedade do rei", diz ela em um carregado sotaque israelense, enquanto anda por um bosque. Em Sofia, o rei a quem Feldman se refere é o Simeon, da Bulgária.

A Costa Leste dos Estados Unidos foi recriada para a série, que estreia nesta segunda-feira no AXN Espanha. A vegetação é semelhante e o tempo (ruim) também impera. No meio do bosque, uma cabana. A construção sombria é um dos primeiros cenários que o espectador verá em "Absentia," onde a polícia encontrará Emily Byrne, que foi dads como morta após seu desaparecimento seis anos antes. Esse é o ponto de partida da série que marca o retorno de Stana Katic à televisão após oito temporadas de "Castle".

A estrela aparece em uma pausa das filmagens, com o cabelo molhado e sangue (supostamente artificial) escorrendo pela testa. Katic, além de protagonista, é produtora executiva de "Absentia". O roteiro do episódio piloto, escrito pela jovem Gaia Violo, deu algumas voltas até cair nas mãos da Katic através de seu agente. "Como produtora executiva, provavelmente estou mais atenta aos detalhes do que se estivesse apenas atuando," reconhece a atriz. Quanto à questão da (pouca) sofisticação dos figurinos, ela brinca que é uma história sombria, com pequenos alívios cômicos. Para preparar para sua personagem, Katic pesquisou casos de mulheres submetidas a longos seqüestros. Ela conta isso sentada em um hotel de Sofia, onde recebe a imprensa, preparada como uma estrela (e produtora) em modo total de promoção. "Estamos fazendo um filme independente para a televisão", diz ela com entusiasmo, tendo muito cuidado em não contar maiores detalhes da trama.

Patrick Heusinger, seu marido na série, também não conta spoilers. Para ele, que já teve diversos papéis secundários na televisão, "Absentia" significava a possibilidade de trabalhar com o diretor Oded Ruskin. Depois de ver de uma temporada de False Flag, a série anterior de Ruskin ("Eu só levantei para ir ao trabalho e comer"), Heusinger decidiu que ele precisava trabalhar com ele.

A dobradinha diretor-produtora de False Flag, formada por Ruskin e Maria Feldman, é repetida em "Absentia". Quando eles respondem juntos às perguntas dos jornalistas, eles parecem como uma engrenagem bem calibrada - algo essencial se você tiver que lidar com mais de 60 locações em apenas 62 dias de filmagens de uma temporada de 10 episódios. Para eles, representantes cada vez mais influente da ficção televisiva israelense, "Absentia" é a sua porta de entrada para a ficção televisiva estadunidense. Eles alegam manter o mesmo sistema com o qual produziram False Flag ou, no caso de Feldman, Fauda. Mas agora estão a serviço de uma estrela de televisão internacional sobre quem está (e sabem disso) os olhos do mundo todo. "Absentia" é "a nova série de Stana Katic" e a resposta para a pergunta, "O que Stana fará depois de 'Castle'?" A resposta: colocar um cobertor sobre a cabeça e filmar na Bulgária uma série produzida por ela mesma.

Sua personagem em "Absentia" estava desaparecida há seis anos. No entanto, para uma estrela de TV, 16 meses (o tempo que passou desde o fim de "Castle") pode ser ainda mais longo.

Scans: GQ España entrevista Stana Katic

Ela esteve na pele da detetive Kate Beckett em 173 episódios divididos em 8 longos anos, mas "Castle" já terminou e é preciso trocar o disco. "Absentia," seu novo projeto, é o caminho mais curto para deixar o passado para trás.

Os seguintes nomes tem algo em comum: eles tentam virar a página, mas talvez não tenham sucesso, mesmo que tentem por 100 anos. Quem olha o Daniel Radcliffe, imediatamente pensa em Harry Potter (a saga cinematográfica do jovem bruxo acabou em 2011, e desde então ele interpretou uma dúzia de outros personagens, mas ainda assim). O mesmo acontece com Hugh Laurie e seu Dr. House, Jim Parsons e Sheldon Cooper, ou com Matthew Fox e Jack Shephard, da série "Lost". Todos eles são atores talentosos, com uma carreira mais ou menos brilhante nas costas, mas a memória coletiva insistiu em lembrá-los pelo personagens, e não pelas pessoas. Stana Katic (Ontário, Canadá, 1978) agora enfrenta o desafio de fazer com que esqueçam de Kate Beckett, a carismática (à sua maneira) coprotagonista do "Castle". De 2009 a 2016, esteve na pele da, primeiramente, detetive e, em seguida, capitã mais infalível do departamento de polícia de Nova York. Oito longas temporadas, 173 episódios no total que a cada semana eram vistos, em média, por mais de 10 milhões de telespectadores apenas nos EUA. Árdua tarefa que Stana tem pela frente. Muitas pessoas durante muitas horas assistindo a mesma mulher no mesmo papel. É normal que não saibam mais quem é uma e quem é a outra. Ela, apesar desse desdobramento forçado da personalidade, sabe que é uma privilegiada. "Este trabalho me proporciona experiências magníficas. Só posso agradecer por tudo que a profissão me deu", confessa.

Absentia pode ser a série a desfazer a associação Stana/Castle. A primeira produção da Sony Pictures Television Networks, dentro da nova estratégia da multinacional, é um dos lançamentos mais ambiciosos do outono (estreará na Espanha pela AXN em 25 de setembro). A primeira temporada, composta por dez episódios, segue Emily Byrne (Stana Katic), uma agente do FBI especializada em caçar assassinos em série que um dia desaparece sem deixar rastros e é declarada morta. Porém, seis anos depois, ela é encontrada em uma cabana numa floresta. Com vida, é claro. Essa é a boa notícia. A má é que ela não se lembra de nada que aconteceu com ela durante sua ausência, e nem sabe muito bem como ou por onde começar a procurar a pessoa responsável por seu sequestro. "Eu fui associada à 'Castle' por muitos anos. Felizmente, 'Absentia' é completamente diferente do que eu vinha fazendo ultimamente. Cada capítulo do 'Castle' acabava de forma independente. Dessa vez, é o contrário; é como se tivéssemos gravado um filme de ação de longa duração. Seu tom é sombrio e não tem aquele toque divertido que 'Castle' tinha," explica a atriz. Apesar dos pontos comuns que as tramas de "Absentia" e "Homeland" possam ter (também pensamos nisso), Stana prefere manter a distância entre elas: "Eu gosto da idéia porque sou um grande fã do thriller do Showtime, mas prefiro não entrar em comparações ".

Pelo visto, "Absentia" é uma oportunidade perfeita para fechar brechas. De fato, presumimos que ninguém está mais interessado em deixar Kate Beckett no passado do que a própria Stana. Muito foi dito durante a transmissão da 8ª e última temporada de "Castle" sobre o ambiente ruim no set. Segundo boatos, a canadense e seu parceiro Nathan Fillion (Richard Castle) não se entendiam, para não dizer outra coisa. De fato, a inesperada demissão de Stana - causado justamente pela tensão no set - levou ao cancelamento da série, quando a intenção era filmar uma nova temporada. Se você já se perguntou o por que daquele final desajeitado e desconcertante, aqui está sua resposta. Quem sabe, talvez isso fosse parte do grande plano de Stana: enterrar Kate Beckett. Será que ela conseguirá?

Que se inspire em Gillian Anderson...

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Entrevista ao Wyborcza: “Emily Byrne é uma esposa e mãe corajosa”

Entrevista com Stan Katic, personagem principal da sensacional série "Absentia".

"Absentia" é um thriller ou um drama moral?
Este é um thriller de suspense que não permite que o espectador assista calmamente. Você não consegue relaxar com ele. Quase nenhuma personagem é o que se pensa dela originalmente.
Mas também temos uma história que permite que nos identifiquemos com as personagens, que as compreendamos. Emily tem uma família que está passando por um drama devido ao seu desaparecimento. As cenas envolvendo seu pai, irmão ou marido são muito comoventes. Nós vemos o que acontece com as pessoas quando seu parente moribundo finalmente morre e, de repente, volta à vida depois de anos.

O primeiro episódio é bastante brutal. Eu não esperava isso.
Tentamos justificar convincentemente a violência na tela. Nós não queríamos que fosse gratuita só para entreter o público. Precisávamos de um retrato psicológico profundo de Emily.
Quando pesquisei para o papel, me interessei em todos os casos de sobreviventes, seu estado de espírito. Eu li, por exemplo, testemunhos de sobreviventes da II Guerra Mundial. Eu queria entender como lidar com tamanho trauma, o que especificamente mantém as pessoas vivas em situações extremas. Foi um desafio de atuação interessante.

O maior da sua carreira até o momento?
Certamente, um dos maiores. Nós filmamos 10 episódios simultaneamente. Muitas vezes, passávamos por sets de diferentes episódios em um dia. Para um ator, é algo como fazer três filmes de uma só vez, porque a personagem ao longo da série muda muito.

E o relacionamento dela com outros personagens também muda?
Sim, porque para cada um ela tem uma faceta - é irmã, filha, mãe. Também uma agente. Mas o mais forte e o mais difícil, é claro, é o relacionamento entre Emily e seu filho. Ele combina o amor incondicional deles, que floresce com o desenvolvimento da ação.
Eu vi muitos filmes em que o protagonista faz algo para proteger sua filha. E no caso de "Absentia," invertimos a situação. Esta mulher é a personagem principal e deve empreender numa missão para recuperar seu filho.

Agora, principalmente na televisão, as mulheres têm papéis cada vez mais interessantes.
Eu acho que sim. A cada vez mais roteiros complexos, surpreendentemente escritos para mulheres. Quando me ofereceram o papel de mãe em "Absentia," tive dúvidas. Esposas e mães em filmes ou séries geralmente ficam sentadas se preocupando, e é esse o papel delas.
Mas acabou que Emily é, na maior parte, a força motriz de toda a história, e tem uma personalidade complexa. Claro que não só ela. Me parece que todos as personagens são multifacetadas, e o roteirista da valor a isso.

Você teve alguma influência na aparência de Emily?
Esta mulher muito ferida, tem cicatrizes, foi torturada. Todos concordamos com os produtores e diretores que não isso poderia ser bonita. Suas experiências de vida devem estar escritas nela.

O que você se lembra das filmagens da série na Bulgária?
Foi uma ótima experiência, porque cada membro da equipe se dedicou ao trabalho 100%. Conheci uma maquiadora e um engenheiro de iluminação que vem realizando suas profissões por anos e anos. Estávamos no meio do inverno e havia muitas cenas difíceis. Séries cheias de ação são sempre pesado, requerem muitas técnicas. Mas graças ao clima desolador, as imagens são sombrias e essa é a atmosfera da série.

(A conversa aconteceu em junho, em Monte Carlo, durante a estréia da série.)

Stana Katic (nascida em 1978 em Hamilton, Canadá) é uma atriz americana de descendência sérvia. Seus pais são sérvios-croatas e eles trabalham no setor imobiliário. Ela tem quatro irmãos e uma irmã. Estudou na Universidade de Toronto, mas trocou para Artes Dramáticas, na Goodman School of Drama. Seu papel mais famoso é na série "Castle". Ela interpretou uma policial da cidade de Nova York, Kate Beckett, que reluta em colaborar com o autor de mistérios Richard Castle (Nathan Filion). Porém, Castle passada a ser um consultor da polícia, e ao longo do tempo ele e Beckett formam uma dupla afinada, não só no trabalho. "Absentia" é o seu segundo papel principal. Desde 2008, a Katic também dirige sua produtora.

Entrevista de Stana Katic para Io Donna

Para mim, o amor é como o ritmo fandango
"Culpa do meu espírito cigano, sempre pronto para me fazer viajar com a fantasia," disse a atriz Stana Katic. Que apenas em uma ocasião fica sem palavras...

Stana Katic, canadense de origem sérvio-croata de 39 anos, após se despedir de "Castle" (onde era a detetive apaixonada pelo escritor do título) virou a protagonista e produtora de "Absentia," série que estreará em breve. Nela, a atriz interpreta Emily, outra mulher forte: uma agente do FBI que desaparece e volta para casa após 6 anos, mas sem memória.

 
Vivemos em um mundo perigoso. Qual o seu maior medo?
Perder quem eu amo: meu marido, um amigo ou familiares. Só de pensar, fico paralisada.

No set, como você espantava pensamentos negativos, já que a série tem um tema tão sombrio?
Eu ouvia Radiohead para aliviar a tensão.

O que faz seu coração bater mais forte atualmente?
Meu espírito é cigano, curioso, selvagem, sempre pronto para descobrir novos lugares e viajar, mesmo que apenas na fantasia, lendo um livro.

E o amor?
Para mim, é como o fandango: uma dança que deve ter rítmo, onde se mantém viva a chama com uma sedução sutil - um jogo no qual se emaranha e se diverte, pois rir é fundamental.

Um colega que a deixou aturdida?
Richard Gere. Trabalhamos juntos em "Codinome Cassius 7" ("The Double"), e ele me deixou sem palavras. Não só porque é um dos homens mais sexies do mundo, mas também porque é simples e generoso... e se aproximou de mim algumas vezes quando disse que era sua fã. O que posso fazer? Tenho um fraco por artistas talentosos, desde Johnny Depp a Daniel Day-Lewis e Anthony Hopkins. Fico sem palavras na frente deles. E isso não é algo que me acontece com frequência.

 

Scans > 2017 > Io Donna [9 setembro]