Stana Katic Brasil

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[Steppin’ Out] Stana Katic, “it girl” de Hollywood

[Steppin’ Out] Stana Katic, “it girl” de Hollywood

Uma das atrizes que mais trabalha no cinema, televisão e teatro, Stana Katic, de 27 anos, está rapidamente se colocando entre os jovens talentos mais procurados de Hollywood. Vista recentemente em "Banquete do Amor" ("Feast Of Love") ao lado de Morgan Freeman e Selma Blair, Katic continua a brilhar como uma das "it girls" mais talentosas de LA.

Somando ao seu crédito impressionante, Stana foi vista neste outono no drama da ABC "Brothers & Sisters," no qual ela interpretou um interesse amoroso de Balthazar Getty. Mais recentemente, Katic estrelou no filme do Sci-Fi Channel "A Dinastia do Dragão" ("Dragon Dynasty") e também é uma personagem recorrente como a informante europeia Collette Stenger na série aclamada pela crítica da FOX "24". Além disso, Katic tem papeis memoráveis em alguns dos dramas de maior audiência da TV, incluindo "Heroes," "The Closer," "E.R." e "The Shield".

Recentemente, tive a chance de conversar com Stana sobre sua ascensão ao estrelato de Hollywood, como foi fazer amor com sua co-protagonista em "Banquete do Amor", trabalhar com o problemático ator Tom Sizemore, e virar vacas.

 
É verdade que seu primeiro nome espanta o mal?
Sim! Recebi o nome de minha avó. O nome foi historicamente usado para proteger e espantar o mal, como você disse. No caso da minha avó, muitas crianças do lado da família dela estavam morrendo cedo. Então deram esse nome a ela para parar tudo isso. Mas já ouvi casos de gente que recebeu o nome Stana para acabar com uma estiagem. Então ele tem muita história.

Acho que funcionou, já que você está aqui.
É. Até agora, deu certo. Por mais estranho que pareça, eu pareço atrair boa sorte para as pessoas ao meu redor. Então deve haver algo nele.

Certamente atraiu boa sorte a você. Sua carreira parece estar indo muito bem. Você teve papeis em alguns dos maiores programas da televisão, incluindo "Brothers & Sisters," "Heroes" e "24". Como você consegue?
Acho que é só trabalho duro. Em diversos momentos, eu só quero jogar a toalha e chutar coisas e pessoas. Mas você se acalma e simplesmente volta ao trabalho e segue em frente. É tudo trabalho duro e perseverança. Tenho os mesmos problemas que qualquer ator tem quando tentar construir um currículo. Eu apenas continuo seguindo em frente. Mas também tem a ver com sorte e estabelecer bons relacionamentos. Hollywood é uma comunidade pequena. (Risos) É meio que como a máfia!

Atuar parece ser um modo tão difícil de ganhar a vida. Por que alguém iria querer passar pelos altos e baixos?
Não sei por que outras pessoas fazem isso. Mas eu simplesmente amo. Sem querer deixar um clima pesado com você, mas teve uma época na qual estive doente, e não tinha certeza se era uma doença terminal. Me lembro de voltar da clínica de um especialista depois que me disseram que eu precisaria operar. Eu olhei pela janela do carro no banco de trás, e me lembro de ver esses milharal passando, e essas enormes torres d'água à distância. Eu pensei, "Nossa, essa pode ser a última vez que vejo essa parte do mundo. Certo, quanto tempo eu tenho, e o que eu quero ver e tocar? Quais sons eu quero ouvir e o que eu quero saborear?" Mas esse é o tipo de coisa que deveríamos nos perguntar o tempo todo. Deveríamos sempre apreciar essas coisas e viver com mais alegria. Temos tanta sorte de estarmos vivos e termos os nosso sentidos. Por que não aproveitá-los? Atuação é isso para mim. Que sorte a minha, o meu trabalho requerer que eu sinta todas essas coisas.

Com que tipo de doença você foi diagnosticada, e como você está hoje?
Eu tive um tumor, mas por sorte, era benigno. Mas foi meio assustador por um tempo. Porém, isso me deu uma sede pela vida que atores precisam ter.

Você recentemente estrelou em "Banquete do Amor". No filme, você interpreta uma lésbica que é o interesse amoroso de Selma Blair. O que achou de interpretar uma lésbica?
Eu não sabia nem como abordar isso. Então fui a alguns bares gays em LA, tentando descobrir qual era o atrativo. Mas não vi nenhum. Não me ajudou em nada estar naquela atmosfera.

Foi difícil fazer amor com outra mulher?
Me lembro que o diretor pediu que eu pegasse no seio da Selma durante nossa cena, e lembro de pensar, "E faço o que com isso?" Selma é muito menor do que eu, e foi estranho ser a pessoa maior durante nossas cenas de beijo. Eu não sabia como iria funcionar. Foi tão constrangedor. Mas ensaiamos bastante nossa cena romântica, então quando fomos gravar, já sabíamos como fazer.

Como você avaliaria o beijo de Selma Blair?
Eu diria que o beijo dela foi estimulante! Foi minha primeira vez beijando uma mulher. Tivemos que ensaiar em um quarto particular juntas. Abrimos a porta e tinha uma cama enorme no meio do quarto! Ambas olhamos para a cama, olhamos uma para a outra, respiramos fundo, entramos no quarto e mandamos ver!

Essa experiência fez você reconsiderar seus interesses sexuais?
Pessoalmente, eu amo homens! Acho que fiquei muito mais ciente disso depois das minhas cenas com Selma. Ela beija muito bem, caso os leitores queiram saber, e me diverti muito com ela. Amo mulheres! Mas depois do filme, reconfirmei para mim mesma que sou 100% heterossexual.

Por que homens ficam tão excitados com duas mulheres transando?
Nossa. Não sei. Realmente não sei. Juro que não sei qual a graça.

Ellen DeGeneres parece sempre atrair mulheres héteros lindas. Por que será?
Acho que ela é uma mulher inteligente, engraçada e maravilhosa. Então tenho certeza de que isso atrairia qualquer um, a nível intelectual. Mas no quarto, não sei qual a atração.

Ela deve ser incrível na cama.
(Risos) Ela certamente parece estar se saindo bem!

Você cresceu em uma fazenda no Canadá. Foi difícil passar daquele mundo para um mundo de glamour e brilho?
Quando estou trabalhando, o foco é apenas o trabalho. Às vezes, o lado da publicidade fica meio avassalador. Mas a melhor parte é que eu consigo trabalhar com pessoas cujos trabalhos eu realmente admiro. Então é empolgante. Às vezes me sinto como uma criancinha no circo!

É surreal assistir a uma série como "Heroes" e se ver estrelando nela?
Eu raramente vejo televisão, e odeio dizer isso a repórteres. Mas é verdade. Então muitas vezes estou nessas séries e nem sei do que elas tratam. Eu apenas leio o roteiro e tento entender a personagem.

Você fez ciclo básico de Medicina e de Direito. Acho que isso faz de você um gênio.
(Risos) Sou!

Então você está lá lendo "Guerra e Paz" enquanto o resto de nós está desperdiçando a vida encarando a televisão. Conheço esse tipo.
Você já os viu por aí, é?

Já. Mas cá entre nós, você não sabe o que está perdendo.
Devo confessar que no outro dia eu acabei sentando em frente à TV pela primeira vez em muito tempo. Assisti ao canal Home Improvement.

Adoro... Não que haja algo de errado com isso.
Eu também! Eu realmente adorei. É um ótimo canal!

Acho que o processo de fazer testes para um papel ocorre facilmente para você, já que não parece ter problemas para conseguir trabalhos.
É sempre diferente, dependendo do papel. Se puder, gosto de sair do roteiro assim que possível.

Por quê?
Não é necessário, e tem vários atores incríveis que nunca saem do roteiro quando estão filmando. Mas gosto de sair dele e ouvir o diretor e os outros atores no recinto. Pareço encontrar melhor a nuance da personagem quando abro mão do roteiro. Na verdade, a personagem eventualmente começa a viver comigo, meio que como um fantasma. Isso vale para tudo, filme, televisão, e o menor papel no teatro.

Fale sobre o papel que interpretou em "Heroes" (Hana Gitelman).
Ese foi muito difícil. Mesmo com atriz, eu não sabia o que eles fariam a seguir. Haviam tantas surpresas vindo de todos os lados. Muitos atores nem se conheciam naquela série. Não havia um ponto A levando ao ponto B. Era só um dia após o outros... Você vai lá e se vira nos 30.

Dizem por aí que o seu papel em "Heroes" deveria ir para Mischa Barton. Gostaria de esclarecer isso?
Não sei nada quanto a isso. Porém, (Risos) fui entrevistada uma vez por um canal chinês. A repórter me fazia várias perguntas sobre o que eu achava sobre designers asiáticos e sobre a cultura asiática em geral. Eu respondia do melhor modo possível. Então, no final, ela diz, "Bem, Mischa, foi muito bom falar com você. Nós sabemos que é muito difícil para grandes estrelas como você conseguirem um tempo para falar. Só queríamos agradecê-la!" (Risos) Fiquei tão chocada! Eu nem disse nada, só fui embora.

Certo, confesse. Há algum papel grande que você quase conseguiu e acabou perdendo para outra atriz, no último minuto?
(Risos) Isso acontece o tempo todo! Sinceramente, há vários papéis que cheguei muito perto de conseguir, mas eles escolheram outra pessoa no último instante. Você só precisa sacudir a poeira e dar a volta por cima. Mas eu aguento. Sou forte como um touro.

Você já foi empurrar vacas a fazenda?
Já!

Isso é horrível! Mas já que estamos falando disso, como se empurra uma vaca?
É preciso mais de uma pessoa, te digo isso. Na verdade, é bem assustador. As pessoas acham que vacas não são rápidas. Mas isso não é verdade, cara. Vacas podem ser ferozes quando você mexe com elas.

Como quando tenta derrubá-las?
É. Não é uma vaca feliz.

Solteira?
Estou namorando.

Ator?
Não posso dizer. Tenho que manter segredo.

Ah, então é alguém famoso.
Por que deve ser alguém famoso?

Por que você não quer falar sobre isso. Tenho a sensação de que não é um dentista.
Estou namorando um cavalheiro e estamos nos divertindo muito.

Sei que você recentemente terminou de gravar um filme chamado "Stiletto" e que ele deve sair em 2008. Preciso perguntar. Como foi trabalhar com um dos seres humanos mais autodestrutivos do mundo, Tom Sizemore?
Provavelmente sou a única pessoa a dizer isso em toda Hollywood. Amei trabalhar com Tom Sizemore! Amei! Trabalharia com ele em qualquer filme.

Por que foi tão incrível?
Porque ele é tão criativo e passional. Ele é cheio de ideias. Estávamos fazendo uma cena violenta e ele atirava em mim, jogava garrafas de champanhe sobre a minha cabeça.

Tem certeza de que ele estava atuando?
Nos divertimos muito. Foi eletrizante.

Por que você acha que ele é tão autodestrutivo?
QUando trabalhamos juntos, ele havia saído da prisão por 3 dias para que pudéssemos terminar de filmar. Ele pediu para que eu fosse a seu trailer conversar sobre a cena de luta, e eu fui. Ele foi um cavalheiro. Ele estava muito ciente de que todos estavam preocupados com ele no set. Então conversamos e ele começou a explicar sobre ter saído da prisão. Eu disse, "Tom, você não precisa explicar nada disso. Eu realmente gosto de você, e o que quer que esteja acontecendo, não tem importância. Vamos fazer essa cena, e seremos apenas você e eu." E ele olhou para mim e me deu um presente. Era um livro de edição limitada sobre Marlon Brando. Ele escreveu um poema dentro para mim, sobre o Marlon Brando e atuação em geral. Foi incrível! Ele também me falou sobre sua admiração por Brando e atuação. Foi uma honra receber esse presente e trabalhar com esse cara. Ele apenas vive a vida mais intensamente do que uma pessoa comum. Eu diria que ele é quase um gênio. Acho que ele seria um diretor fantástico.

Posso ver por que você e Tom Sizemore se dariam bem, sua empurradora de vacas.
(Risos) Você deve ter razão!

Fale mais sobre seu próximo filme, "The Spirit".
Será dirigido por Frank Miller. É baseado na série em quadrinhos. Será um filme divertido. Ele é o cara que escreveu "Sin City". Acho que será um ótimo filme!

Por fim, conte um segredo sobre você mesma que nunca contou a ninguém.
É, quero confessar isso agora. Eu quero fazer um clipe do Tool. Pronto, admiti. Está feliz?

Scans > até 2007 > Steppin' Out [novembro 2007]

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