Stana Katic Brasil

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[Starry Constellation Magazine] Podcast

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Há algo em que esteve trabalhando recentemente?
Sim, acabei de terminar algumas participações em "CSI: Miami" e "The Unit". Algumas já foram ao ar, e outras devem ir em breve. Eram personagens muito bacanas de se fazer, e agora estou começando a trabalhar no novo filme de Frank Miller. Ele foi o roteirista de "Sin City" e o novo projeto chama-se "The Spirit". Começarei nele em uma semana, e estou muito animada com isso; ele tem ainda com Sam Jackson, Eva Mendes e Scarlett Johansson. É um filme baseado nos antigos quadrinhos "Spirit", que são da era de Will Eisner, tipo, por volta dos anos 40. Será divertido, e aparenta ser um ótimo filme; Frank Miller é um cara muito criativo.

Parece ter um elenco incrível também. Há muitos atrativos aí que não puderam mantê-la longe desse projeto.
É. E sabe, fizemos a leitura do roteiro há algumas semanas, e Gabriel Macht interpretará o Spirit. E foi ótimo ver todo mundo brincando com seus personagens e se jogar na leitura. Foi muito legal. Todos saíram de lá muito felizes, muito empolgados com o projeto, então será legal. Alguns deles já começaram a trabalhar em Albuquerque, no Novo México. Então me juntarei a eles agora e ficarei lá por um mês e meio ou dois. Então será bom. Veremos o que acontece.

Não parece que você tem muito tempo livre. Você tem algum momento para descansar e relaxar? Você tem trabalhado em vários projetos recentemente, e não parece que há folga entre eles.
Não. Mas eu gosto assim. (Risos)

Eu ia dizer isso, que não é algo ruim. Porque é ótimo que você esteja conseguindo tanto trabalho.
É. Eu gosto assim. E se tiver um tempo livre, eu o ocupo bem. Então sim, é bom estar trabalhando, é bom ter planos, é bom estar curtindo essas histórias com outros atores talentosos.

Eu falei sobre umas participações especiais, e muita gente quer vê-la de volta a "Heroes". Mas não parece que isso irá acontecer em um futuro próximo. As pessoas tiveram um gostivo seu lá, e gostariam de ver mais, mas infelizmente, parece que isso não está em seu futuro.
Eu não sei, sabe? Adorei aquele papel, acho que a personagem tinha muito potencial. Mas veremos. Eu não sei. Ela está meio que morta, mas meio que viva; num futuro está morta, no outro ela não está. Dá uma sensação de que tudo pode acontecer. Mas eu realmente gostei da experiência, foi muito divertida. Eu conhecia Milo Ventimiglia de um outro projeto que nós fizemos a muito tempo atrás, quando eu tinha acabado de chegar a Los Angeles. Ele é fantástico. Ele é muito divertido e muito profissional no set, então foi legal vê-lo novamente, bem como trabalhar com outros do elenco. São todos muito talentosos, e pessoas divertidas e adoráveis, e adoraria mesmo poder trabalhar lá novamente. Acho que a personagem ainda não foi totalmente descartada. Sei que muitos dos fãs estavam ansiosos para ver essa agente Mossad chegando e criando problemas e resolvendo alguns dos mistérios. Veremos. Veremos o que acontece.

É exatamente isso o que venho lendo. Tantos fãs acham que a história dela ainda tem o que contar; ainda há muito o que aprender sobre ela e seu passado.
É, e também... Sei lá. Veremos. Acho que ela poderia ser um elemento forte para planos e desenvolvimentos futuros de toda aquela história de ataques criminosos. Veremos o que acontece.

Teremos que esperar até que liguem para você.
(Risos) Basicamente. É engraçado, mesmo quando estava trabalhando nisso, como atriz, eu não sabia o que iria acontecer. Estava tudo na mente de Tim Kring, o criador. Então é tipo, a qualquer dia você pode ser chamada para fazer algo rápido, e depois você fica um mês afastada, e volta para fazer mais uma coisa grandiosa. Mas veremos. Ele tem uma mente fantástica, então seria legal trabalhar com aquela equipe de novo.

Isso me lembra muito da série "Lost," onde você chega e fica lá por pouco tempo, e então pode voltar a qualquer momento do futuro ou do passado.
É, é. É interessante essa coisa fluida, não é? Quando a mundo é meio nebuloso; você não sabe se está no mundo real, se é o passado, o futuro, se está em algum tipo de limbo. Parece ser algo popular na televisão no momento. Sei que "The Sopranos" fez algo assim na temporada passada, se não me engano.

É, eu sei, e a série acabou.
É. (Risos)

Agora, os espectadores podem vê-la no filme "Banquete do Amor" ("Feast Of Love"), que já está nos cinemas. Ele recebeu ótimos elogios. Você esperava uma recepção assim quando começou a trabalhar nele?
abe, esse projeto tem grandes nomes, como Morgan Freeman e o diretor Robert Berton, de "Kramer vs. Kramer," e ainda contou com a produção da Lakeshore Entertainment. Eles montaram projetos como "Menina de Ouro" ("Million Dollar Baby") e "Anjos da Noite" ("Underworld"). Dada essa combinação, era uma aposta certeira, desde o começo, que o filme seria feito cuidadosamente. Fico feliz que os espectadores tenham gostado e você sabe, quando entra em um projeto assim no qual todos são tão talentosos e profissionais, que você está entrando em algo que será bom e as pessoas darão o seu melhor.

Falando de ótimos atores, você trabalhou ao lado de Selma Blair. Como foi trabalhar com essa talentosa atriz?
Ela é ótima. Ela é bem divertida.

Sei que há uma breve cena de nudez no filme. Queria saber se houve alguma hesitação de sua parte em fazer algo assim?
Acho que, no começo, sempre é preciso acostumar-se com a ideia de fazer uma cena íntima num ambiente nada íntimo. Eu venho de uma família europeia, então qualquer medo ou trepidação iniciais foram descartados rapidamente. Acho que os europeus são bem menos puritanos em relação ao corpo do que em outras partes do mundo.

É, tem todas aquelas praias de nudez lá.
(Risos) Miami também tem uma. Você não está longe de lá. (Risos)

Devo dizer, moro em Fort Lauderdale, e realmente há uma colônia de nudismo por aqui.
É mesmo?

É. Há um acampamento nudista em algum lugar por perto. Nunca fui lá, mas me falaram que existe.
Ótimo. Eles não deveriam ter problemas em fazer cenas de nudez em um filme. (Risos)

Eles fazem isso todos os dias. Fazem em filme não seria nada demais.
Isso, exatamente.

Qual você acha que fez o filme ter atraído tantos expectadores?
Acho que ele é um desses filmes que tenta inspirar as pessoas a amarem seus amigos, familiares e amantes ainda mais profundamente, e a realmente apreciarmos os relacionamentos que temos. Acho que as pessoas são atraídas por essa mensagem positiva, ainda mais agora, quando as coisas estão tão complicadas. Por exemplo, seja intelectualmente ou politicamente, as pessoas procuram por algo que as lembre dos valores mais importantes. Acho que um filme assim nos ajuda a colocar a vida em perspectiva, e a focar novamente nas coisas que realmente nos importam. Quando fui gravar o filme, conheci esse fantástico motorista chileno que me levou ao aeroporto. Conversamos durante todo o trajeto, foi ótimo. O cara era muito sábio e uma das coisas que ele me disse foi, "Eu não coloco aquela trava de volante no meu carro" - sabe essas barras que se coloca atravessando o volante?

Sim, a trava de segurança.
Isso, a trava de segurança. Ele disse, "Eu a coloco em meus relacionamentos com meus amigos e minha família. Eu não me preocupo com guardar objetos. Eu me preocupo em guardar esses relacionamentos." Achei que isso tinha muita relação com o filme, e com todo o processo de criação do filme. Pois é algo que, às vezes, as pessoas esquecem. Elas esquecem de parar e olhar para aquela pessoa que realmente amam, seja filho, amante, pais, irmão, ou apenas um amigo. Esquecem de parar, olhar para eles e apreciá-los e dizer isso a eles, sabe? Acho que um filme assim... Quando terminamos a exibição do filme, pessoas chegaram para mim dizendo, "Mal posso esperar para voltar para casa para meu marido, ou mulher, ou amante," e acho isso incrível. Sair de um filme com um sentimento desses é fantástico, e fico feliz de ter feito parte disso.

É interessante que as pessoas esquecem que você pode substituir coisas materiais, mas não pode substituir família ou amigos.
Não.

Essas pessoas não podem voltar para você se as perder. Se perder seu carro, você pode comprar um novo. Você não pode comprar um filho novo.
É. Exatamente. E isso é parte da história do filme. E acho que é uma das coisas que mexeu com as pessoas; ame o máximo que puder, o quanto puder, enquanto puder, e curtam um ao outro, sabe?

Quando você assume um papel, de onde você tira sua inspiração?
Toda vez é diferente, depende da personagem. Às vezes, a personagem me vem através de uma pintura ou uma foto, e às vezes vem de uma música. Às vezes eu preciso fazer muita pesquisa sobre a vida e o mundo da personagem para poder entendê-la. E às vezes eu uso minhas próprias experiências; é como uma sacola de brindes: vou e pego o que puder, de onde puder. É como uma busca, você meio que vê se as coisas se encaixam aqui ou ali, e você segue aquele caminho um pouco, e, com sorte, ele leva a outras coisas que possam vir a ser interessantes para a personagem.

Você teve o prazer de trabalhar com uma longa lista de artistas maravilhosos. Tem alguém com quem você gostaria de trabalhar no futuro, e que ainda não tenha tido a oportunidade?
Sim, eu adoraria trabalhar com Jack Nicholson. Acho que poderíamos ter um diálogo incrível, e arrasaríamos numa cena. Ele e Daniel Day-Lewis, seria genial. Eu estava conversando com uma amiga minha, e ela disse que Daniel Day-Lewis é o sonho de uma mulher inteligente. Depois eu gostaria de fazer um clipe do Tool; não sei se isso se encaixa na pergunta, mas aí está!

Existe algum lugar na internet onde os fãs podem conhecer mais sobre você?
Sim, eu tenho! Tenho um website, stanakatic.com. Ele está um pouco desatualizado agora, pois estamos dando uma repaginada. Mas é um bom lugar para começar, e teremos uma nova versão dele em algumas semanas.

O que gostaria de dizer para seus fãs e admiradores?
Obrigada por serem fãs e admiradores; isso é realmente fantástico. Fico pasma de ter fãs e admiradores. Adoro que eles assistam meus trabalhos e, espero, os apreciem. Isso é o bastante para mim. Se eles querem ser chamados de fãs e admiradores, então isso é realmente fantástico e uma honra. Realmente aprecio isso.

Agradecimentos: Carol Mufato